sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

À procura da felicidade na balada perfeita


À procura da felicidade é um filme que nos deixa pensando: "E eu pensando que a minha vida era difícil..."
Um ótimo filme, que vale muito a pena ser assistido, não só pela lição de vida, nem pela ótima interpretação de Will Smith, mas por ser uma história real.
Mas eu estou aqui para falar da trilha sonora.
Quero destacar uma música que representa bem o filme e que é linda.
"A father's way" do Seal (logo o Seal, que teve papel importante em grandes trilhas sonoras, como "Kiss from a rose", de Batman) diz o que o filme quer mostrar através da música. O cara fez o que fez, porque ele tinha que fazer. Ficou estranho, redundante demais?
Mas é isso mesmo.
Não entendeu?
Então, escute aí.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Fim de tarde


Atualmente (ok, não tão atualmente), adaptações de livros para as telonas virou mania. Ensaios sobre a cegueira, Queime depois de ler, fora Harry Potter, Senhor dos Anéis, Código DaVinci, e por aí vai...
Mas sempre tem aquela reclamação: "Ah, não é muito fiel ao livro. O livro é bem melhor...".
Claro, isso pode acontecer. Mas tem que se parar para pensar que, para ser bem fiel ao livro, o filme precisa ser que nem o Senhor dos Anéis, ter em torno de umas 3 horas e meia de duração... Senhor dos Anéis fez isso e mesmo assim faltaram muitos detalhes...
E é o que acontece em Crepúsculo.
O livro mais vendido atualmente no mundo conta a história de Bella Swan, uma garota de 17 anos, que mora em Phoenix e não pega sol, que vai morar numa cidade pequena com o pai. Cercada por uma melancolia depressiva de estar onde não queria, conhece um garoto, Edward Cullen, mais pálido que ela, misterioso, quase com dupla personalidade, mas com um senso sarcástico e irônico que te prende ao livro. Edward se revela um vampiro, mas não dos comuns. O livro explica bem, tornando o assunto até interessante.
Já o filme explica tudo de forma um pouco rápida demais. Faz sentido, mas faltou muita informação que deixaria o filme melhor.
A trilha sonora se adapta muito bem ao contexto da história. Muito bem escolhida.
Os atores são bons (alguns nem tanto), mas o destaque fica para Robert Pattinson, que interpreta Edward. Pattinson, também músico, participa da trilha sonora.
Um filme realmente bom? Vale ir ao cinema?
Bom, vale pela história (para quem não a conhece, mesmo que o livro valha mais a pena) e vale para quem leu ver como ficou.
Um filme... fim de tarde.
Bom como um livro, para ver com um namorado, ou pela falta melhor do que fazer.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Quanto vale o seu consolo? Uma Coca Zero.

Aproveitar um grande lançamento pode ser uma grande jogada no mercado. Juntar uma grande marca a uma outra grande marca é um ótimo casamento.
A Coca fez isso. Casou a Coca Zero com 007 - Quantum of Solace. O lançamento do filme era extremamente aguardado. E a Coca foi esperta.
Não fez um comercial qualquer. Não. Aproveitou e se baseou na apresentação clássica do 007 desse novo filme.
Em meio às lutas de Bond e seus inimigos, as mulheres apareciam com sua garrafa de Coca Zero na mão.
Mas que grande chamariz para Bond: uma bondgirl e uma Coca Zero.
Quanto pode valer o seu consolo agora?
Bom, está mais do que respondido.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

007 - Quanto vale o seu consolo?



Engraçado... Esperei meses pelo lançamento de um filme do 007. Meses para ouvir a grande frase que encanta meus ouvidos há mais de 16 anos: "My name is Bond. James Bond.". Meses para ver os novos merchandisings que aparecem sempre no meio do filme. Meses para ver James e sua nova postura perante algum acontecimento.
E o que acabei vendo foi algo totalmente diferente. Mas um bom filme.
O nome do filme já diz.
Quantum of solace. Quantidade de consolo. James, tão familiar e íntimo para mim, aparece já, numa das primeiras cenas, diferente. Um olhar triste, uma expressão séria, mesmo que em meio a uma cena de ação. Eu já parei para pensar na hora: "Os diamantes são eternos".
Em
Os diamantes são eternos, Bond (George Lazenby em seu único filme) resolve vingar a morte de sua esposa, Tracy, com quem se casa em 007 a serviço secreto de Sua Majestade. Tracy morre no fim do filme e James resolve vingar sua morte, o que faz no filme seguinte (Sean Connery volta ao papel).
Só que em
Quantum of Solace, James parece um homem, digamos, mais humano. Só se contentará quando ver todos os envolvidos pagando pelo que fizeram, mesmo que indiretamente (para Bond, nada é indireto).
A raiva é normal do ser humano, o ódio também. Se você tivesse condições de dar o troco por alguma coisa, não daria? Pois é. James pode. E dá a mesma oportunidade à nova quase-
bond girl, Camille.
Logo, se vê menos
merchandisings, menos romance, menos razão.
Simplesmente a emoção que carrega o ser humano. A sua dor. A sua vida que segue. Ou que só pode seguir depois de terminar uma fase bem finalizada.
James Bond também é humano. Mas ele mesmo aprende que há limites, afinal.
Afinal, quanto vale o seu consolo?